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Nos longos
invernos do norte, severos nos países eslavos, fez com que se
buscasse um destilado com um alto índice de pureza de sua base de
álcool, com o objetivo de se produzir uma bebida que não
congelasse. Como o álcool só congela numa temperatura mais baixa
que a água, procurou-se purificar mais e mais a vodka,
removendo-se substâncias
indesejáveis
ou tóxicas além de outras que eventualmente dão caráter aos
destilados escuros, por exemplo.
Esta
purificação se dá através da redestilação (duas ou mais vezes) da
matéria prima, ou seja o destilado cru, que por sua vez será
misturado com água numa proporção de até 55% de teor alcoólico e
então filtrado através do carvão ou através de outros métodos.
A água também
é um dos segredos da qualidade das boas vodkas. Famosas vodkas
russas levam em sua composição água do rio Vazúza, a oeste de
Moscou, que apresentam de 2 a 3 equivalentes-miligramas por litro
de minerais dissolvidos, sendo assim considerada "leve" (para ser
adequada à fabricação da vodka, a água não pode apresentar uma
"dureza" de mais que 4 equivalentes-miligramas por litro de
minerais dissolvidos) e portanto ideal para a mistura que irá
resultar em vodka.
A habilidade
destes povos em produzir uma bebida pura, descomplicada e quase
sem sabor (estamos falando de vodcas neutras) consagrou-a não só
como base de coquetéis preferida por todos os cantos, mas também
como uma ótima bebida para ser apreciada sem mistura alguma. Uma
bebida simples, conforme descreve o connaisseur Tony Lord: "O
aroma da vodca pura é alcoólico e ligeiramente oleoso; seu sabor é
forte e bem seco".
Preferencialmente a vodka deve ser bebida geladíssima, e não com
gelo, em um copo congelado (se possível) próprio para esta bebida |